Estalido na Articulação Temporomonadibular

(Autor: Daniele Manfredini, 2017; Tradutor: Ricardo Dias) Logo GSID definitivo alta risoluzione

  1. O estalido articular é comummente o resultado da anteriorização do disco da articulação temporomandibular (ATM), que numa percentagem não negligenciável de casos não implica necessariamente a presença de som articular (um terço, de acordo com vários estudos).

 (Manfredini & Guarda-Nardini, Int J Oral Maxillofac Surg 2008)      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18486451

  1. A presença do estalido articular é benigno e deve ser entendida como uma adaptação funcional. O facto de todas as ATM com estalido articular evoluírem, inevitavelmente, para um bloqueio de boca fechada (closed lock) é um falso mito. Na maioria das situações este bloqueio está associado a uma contractura muscular assintomática. Existe um estalido e então? (Kononen et al., Lancet 1996) https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/8602059

  1. O posicionamento anteriorizado do disco articular é (logicamente) acompanhando por alterações na morfologia normal, assim como micro e macro alterações das estruturas tecidulares. Em função disto, até mesmo um reposicionamento cirúrgico torna-se complexo e imprevisível, assim como qualquer estratégia de reposicionamento através de dispositivos mecânicos ou intervenções dentárias com esse objetivo. De recordar o que acontece no joelho com o menisco, que no caso de algum problema é removido e não reposicionado. (Gonçalves et al., Oral Maxillofac Surg Clin North Am 2015) https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25483446

  1. O estalido articular não tem qualquer relação com a oclusão dentária. (Manfredini et al., Angle Orthod 2014) https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23957663

  1. Qualquer alegação sobre a indicação de reposicionar a mandíbula com um fim médico, e com o objetivo de resolver o som articular do tipo estalido, não segue o código de ética básico que deve respeitar e orientar-se pela “necessidade médica” de uma intervenção.

(Greene & Obrez, Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol 2015) https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25864818

  1. Estas diretrizes têm implicações éticas e legais que não podem ser negligenciadas, e que devem ser tidas como o PADRÃO internacional! Por favor, devemos sempre relembrar que o melhor da prova poderá estar naqueles que propõem o contrário… possivelmente porque param para pensar e questionam os investigadores clínicos acerca de como gerem e orientam os casos “nas suas mãos” (e destacando aqui a palavra “clínico”, pelo cansaço associado às frequentes alegações patéticas de que a evidência clínica é diferente da evidência da literatura). (Manfredini et al., J Oral Rehabil 2011) https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20726941

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